terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E agora PedagogoS? Hora de por a mão no arado...

Começamos mais uma ano, momento de reflexão, mudanças e adaptações. Para mim este ano é de grande mudança, depois de quatro anos previsíveis, hoje me sinto nadando num mar de pessoas que estão "à procura de uma oportunidade de provarem seu valor profissional", em miúdos: desempregada. Porém, venho falar aqui, não da minha situação, mas do que tenho presenciado em pesquisas, propostas, entrevistas. Infelizmente, percebi que aquele que cuida de sustentar um modelo de sociedade, que cuida de passar os conhecimentos de geração à geração, que cuida de educar; não tem sido valorizado, e mais do que essa constatação de que não "vem sendo", o professor parece mesmo "nunca ter sido".

Na minha procura me deparei com escolas cheias de crianças à espera de alguém que, desse aulas, desenhasse, cantasse, contasse histórias, conhecesse cantigas antigas e novas, soubesse pelo menos o básico de uma segunda língua, por vezes; trocasse fraudas, escovasse dentes, acompanhasse o processo de "independência das fraudas"; tudo isso em horário integral, e o problema não está nas atribuições, mas na recompensa pelos anos de estudos, estágios realizados e todo esse trabalho que teria das 7h30min às 18h; pessoal, um salário mínimo. Não estou aqui, generalizando, mas uma proposta dessa merece postagem, é de entristecer o mais nobre pedagogo.
Durante meu estudos pude compreender como o professor e não somente ele, mas a educação é desvalorizada em nosso país, vivemos uma era de bolsas de auxílio às famílias, bolsas para diferentes raças terem acesso aos cursos superiores, bolsas para oriundos da escola pública, bolsa para aqueles que não ganham mais do que x salários mínimos; e que bom! temos pensado nas possibilidades de se manter os alunos na escola, de se abrirem as portas dos cursos superiores; mas e o professor da educação básica? Aquele que possui uma jornada, quase sempre, tripla; Alguém pensa em projetos para a melhoria das condições de trabalho para estes profissionais? Eu sei que sim, existem certos esforços, mas estes não tem o apoio dos muitos, estes são esquecidos entre tantos outros.

Eu só venho mostrar, mostrar o quanto esse fator tem grande peso na conjuntura atual que presenciamos em nosso país, sem professor valorizado, não há dedicação exclusiva, o professor tem que se dividir entre famíliar, trabalho, na maioria das vezes, em mais de uma escola e trabalho para a escola em casa. Sem dedicação exclusiva, não há um bom ensino, sem um bom ensino, não temos alunos bem educados; sem alunos bem educados, não temos bons cidadãos; sem bons cidadãos, o que esperamos do nosso país?

Isso é só para pensarmos.

Saudações amigos,

e até a próxima...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Término de uma fase, início de outrA

Pois é pessoal, consegui completar minha jornada, com a ajuda de muitos que passaram pela minha vida nestes 4 anos, alcancei meu diploma e minha certificação como Pedagoga. Agradeço a vocês que leram e por algumas vezes colaboraram para o desenvolvimento do meu trabalho, e da minha construção como pedagoga que hoje sou. 

Apesar da satisfação pela chegada do término, eu sei que isso é apenas o começo. Fiquei sabendo pelo meu orientador, que a Universidade Federal de São Paulo abrirá suas portas aos mestrandos em Educação. Sendo assim, eu sinto muito Unicamp, mas não posso trair meu berço, né? Portanto, plano A que virou plano B, torna a ser A: mestrado em 2012.

A luta agora é sobreviver durante esse ano que vem. Próxima postagem falo sobre as necessidades que a pedagogia não supre.

Saudações amigos, e até a próxima.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Para os pedagogos!

Pessoal... estou mesmo na correria.. mas quis passar aqui pra deixar um frase que merece entrar como epígrafe na minha monografia.

"Somente um homem pode emancipar um homem" - Jacques Rancière

Saudações a todos.. e espero voltar aqui antes do final do ano para contar como acabou a jornada de graduada.. ;)